20/09/2016 - Terça-Feira

Caso do Mês de Setembro

Paciente A.P.O de 31 anos deu entrada no pronto atendimento com queixa de parestesia de membros inferiores, apresentando crises convulsivas de repetição há 16 horas, em uso de hidantal (B.I.) e diazepam.

Exame 1 – TC de Crânio com contraste.
Nota-se seios sagital superior e transverso direito espontaneamente densos, achado este comumente observado na trombose venosa.
Infarto hemorrágico córtico-subcortical comprometendo a porção mesial dos lobos frontais bilateralmente, associado a halo hipodenso edema peri-lesional.
Observa-se também focos de hemorragia subaracnoidea associadas regiões frontal bilateral, parietal e occipital a esquerda.

Foi sugerido complementação com AngioRM de crânio para melhor caracterização dos achados.

Exame 2 – AngioRM de Crânio (T1 com contraste).
Ausência de sinal de fluxo no seio transverso, sigmóide e jugular direitos, bem como um fluxo bastante irregular com áreas de falha de enchimento parcial comprometendo o seio transverso esquerdo e sagital superior, compatível com trombose venosa.

Exame 3 – AngioRM de Crânio (SWAN).
É possível identificar alguns ramos venosos tributários calibrosos bilaterais e simétricos em relação ao seio sagital superior, sugerindo a possibilidade de trombose venosa crônica.
Áreas córticos-subcorticais de ausência de sinal na sequência de susceptibilidade magnética (SWAN), indicando hemossiderina/ferritina por sangramentos parenquimatosos distribuidos bilateralmente nas regiões fronto-parietais, compatíveis com infartos venosos.

Exame 4 – AngioRM de Crânio (FLAIR).
Nota-se zona de hiperssinal na sequência FLAIR por edema vasogênico circundando a área de sangramento parenquimatoso.

 

Exame 1 - TC sem contraste

Exame 1 -TC com contraste

Exame 2 - T1

Exame 3 - ESWAN

Exame 4 - FLAIR